Por Transparência e Integridade nas Cortes Superiores brasileiras

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Os Tribunais Superiores são os guardiões da nossa Constituição e das leis federais. Para que essa missão conte com a total confiança da sociedade, defendemos a criação de um Código de Conduta claro para seus integrantes. Essa medida não visa apontar falhas individuais, mas fortalecer a autoridade das Cortes e evitar dúvidas sobre a isenção da Justiça brasileira.

Somos um movimento apartidário, construído pela sociedade civil e apoiado por juristas, acadêmicos, filantropos, lideranças empresariais, ex-autoridades públicas e organizações reconhecidas por sua atuação em defesa da democracia, da ética pública e do fortalecimento institucional. Ao adotar padrões éticos praticados nas democracias mais modernas do mundo, garantimos que o STF e os demais tribunais permaneçam como símbolos de integridade e respeito.

Diretrizes éticas bem definidas nas instâncias superiores fortalecem a credibilidade da Justiça e garantem à sociedade o amparo de instituições sólidas, focadas na preservação do Estado de Direito. Apoiamos integralmente a proposta da OAB-SP e apresentamos a seguir os parâmetros fundamentais que devem integrar o Código de Conduta para os Tribunais Superiores brasileiros.

Uma justiça transparente e íntegra é inegociável

Uma democracia não se sustenta apenas pelo voto, mas depende, sobretudo,
da confiança pública nas instituições. Quando essa confiança se esvai, abre-se
terreno fértil para o cinismo, para descrença e para soluções autoritárias
disfarçadas de salvação nacional.

O Brasil atravessa um processo avançado e perigoso de desmoralização de suas
instituições.

Há uma percepção amplamente disseminada na sociedade de que interesses
privados vêm se sobrepondo ao interesse público, com impactos profundos
sobre a legitimidade democrática e a própria noção de República.

O sistema de justiça ocupa posição decisiva nesse contexto. Como última
instância de amparo institucional da sociedade, nele desembocam as
expectativas, competências e esperanças de correção dos abusos, proteção dos
direitos e contenção do arbítrio. Nele repousam as esperanças de
enfrentamento a todo tipo de ilegalidade, das mais antigas às mais atuais, como
a infiltração de estruturas criminosas organizadas na política e na economia.

Os 7 Princípios Mínimos

1. Imparcialidade e Isenção

A base da justiça é a confiança de que cada caso será julgado de forma neutra. Este ponto propõe regras objetivas para que os ministros declarem previamente qualquer conflito de interesse — seja ele pessoal, financeiro ou ideológico. O objetivo é garantir que o magistrado se afaste de processos onde sua imparcialidade possa ser questionada, assegurando que as decisões sejam tomadas exclusivamente com base na lei e nos fatos em todos os Tribunais Superiores.

2. Transparência em Eventos e Benefícios

Magistrados frequentemente são convidados para palestras e eventos acadêmicos. A proposta busca criar critérios claros e públicos para essas participações, especialmente quando financiadas por entidades privadas. Isso inclui a divulgação de quem custeou viagens, hospedagens e possíveis cachês. Regras uniformes protegem a reputação dos ministros e evitam interpretações divergentes sobre a natureza de suas atividades externas.

3. Vínculos Familiares e Profissionais

Para proteger a autoridade das decisões judiciais, é importante evitar situações que possam sugerir acesso privilegiado. Este pilar propõe normas para prevenir conflitos de interesse que envolvam parentes próximos ou relações profissionais anteriores. A ideia é garantir que vínculos pessoais não gerem a percepção de vantagens competitivas na advocacia, fortalecendo a imagem de isenção das Cortes.

4. Sobriedade Digital e Comunicação

A função de julgar exige uma postura institucional reservada. A proposta incentiva a sobriedade nas redes sociais e em declarações públicas, priorizando a voz do colegiado em vez da figura individual. O objetivo é evitar a antecipação de votos, posicionamentos políticos ou a personalização da função pública, garantindo que a comunicação do magistrado sempre contribua para o respeito e a confiança na instituição.

5. Ensino e Empreendedorismo

Embora a atividade acadêmica seja permitida e saudável, é preciso garantir que ela não se transforme em exploração comercial da função pública. Este ponto disciplina a participação de ministros em empresas ou instituições de ensino, especialmente aquelas que recebem patrocínios de grandes litigantes. O foco é assegurar que atividades econômicas privadas não conflitem com a independência e a imparcialidade exigidas pelo cargo.

6. Transparência Ativa

A transparência é o melhor instrumento para reduzir especulações e aproximar a justiça do cidadão. Propomos que informações importantes, como agendas de trabalho, evolução patrimonial e participação em eventos externos, sejam publicadas de forma padronizada e fácil de acessar. Quando a sociedade pode acompanhar a rotina institucional de forma clara, a confiança no sistema judiciário aumenta naturalmente.

7. Fiscalização Independente

Para que as normas de conduta sejam efetivas, é necessária uma instância de acompanhamento que seja autônoma e plural. A proposta sugere a criação de um conselho ético composto não apenas por membros do Judiciário, mas também por representantes da sociedade civil, do Ministério Público e da academia. Este órgão atuará de forma preventiva e pedagógica, orientando os ministros e garantindo o cumprimento das diretrizes de forma transparente nos Tribunais Superiores.

Documentos e Transparência

• Texto Integral:  Temos
Comparativo Internacional:

Estados Unidos

Recentemente, a Suprema Corte dos Estados Unidos adotou um Código de Conduta formal que estabelece diretrizes claras sobre imparcialidade, atividades externas e recebimento de presentes ou benefícios. O país possui uma tradição de transparência rigorosa em relação a viagens e palestras financiadas por terceiros, visando evitar qualquer percepção de influência indevida.

Reino Unido

A Suprema Corte britânica segue o Guia de Conduta Judicial, que foca na sobriedade e no distanciamento de debates políticos. Os juízes são orientados a manter uma postura de autocontenção em redes sociais e eventos públicos para preservar a autoridade do colegiado. Além disso, as regras de impedimento por vínculos familiares ou profissionais anteriores são aplicadas de forma muito estrita.

Alemanha

Os juízes do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha possuem normas rigorosas sobre o exercício de atividades externas. Existe um controle detalhado sobre o ensino e outras ocupações remuneradas para garantir que o tempo e a dedicação do magistrado sejam focados integralmente na função pública. A transparência sobre a evolução patrimonial e a agenda institucional também são pilares do sistema alemão.

Canadá

O Conselho Judiciário do Canadá mantém os chamados Princípios Éticos para Juízes. Esse documento detalha como os magistrados devem lidar com potenciais conflitos de interesse e como devem se comportar em ambientes sociais e digitais. O modelo canadense é focado na percepção pública de integridade, acreditando que o juiz deve não apenas ser justo, mas agir de forma que ninguém duvide de sua justiça.

União Europeia (Tribunal de Justiça)

O Tribunal de Justiça da União Europeia possui um Código de Conduta próprio para seus membros. Ele impõe limites claros sobre atividades após o término do mandato (período de quarentena) e exige transparência total sobre interesses financeiros. O cumprimento dessas regras é acompanhado por um comitê de ética independente, que orienta os juízes sobre como agir em situações de dúvida.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Essencial para desarmar críticas e esclarecer dúvidas técnicas, como:

O projeto é contra algum ministro específico?

Resposta: Não, é uma reforma institucional para o futuro da Corte.

Resposta: Não, a protege ao evitar conflitos de interesse.

Explicação sobre a instância independente.

Quem Somos / Institucional

Promover o fortalecimento das instituições brasileiras através da defesa de padrões éticos claros para os Tribunais Superiores. Nossa missão é colaborar para que a Justiça brasileira conte com mecanismos de transparência e conduta que assegurem a confiança do cidadão e a autoridade moral do Judiciário.

Ser um movimento de referência na modernização ética do Judiciário, contribuindo para que o Brasil adote as melhores práticas internacionais de governança judicial. Almejamos um país onde a integridade das cortes superiores seja o pilar central da estabilidade democrática e da segurança jurídica.

• Integridade: Atuamos com base em princípios éticos sólidos, acreditando que a conduta exemplar é a base da justiça.
• Transparência: Defendemos que o acesso à informação e a clareza de procedimentos são os melhores caminhos para fortalecer a confiança pública.
Respeito Institucional: Valorizamos o Supremo Tribunal Federal como instituição essencial à democracia e buscamos protegê-lo através do aperfeiçoamento de suas normas.
Independência: Acreditamos que regras claras de conduta protegem a independência dos magistrados, blindando-os contra pressões ou interpretações indevidas.
Espírito Republicano: Priorizamos o interesse público e o fortalecimento do Estado de Direito acima de qualquer interesse particular ou partidário.
Diálogo: Buscamos o debate construtivo com a sociedade civil, a academia e o próprio Poder Judiciário para construir soluções sustentáveis.

Quem Faz Parte

REALIZAÇÃO:

APOIO:

ORGANIZAÇÕES SIGNATÁRIAS:

Nota de Independência

Este movimento é uma iniciativa totalmente independente, técnica e apartidária. Acreditamos que o fortalecimento das instituições e a transparência do Poder Judiciário são valores que pertencem a todos os brasileiros, acima de ideologias ou preferências eleitorais.

Nosso foco é exclusivamente institucional: a defesa de um Código de Conduta que ofereça segurança jurídica aos magistrados e clareza à sociedade. Não possuímos vínculos com partidos políticos, coligações ou grupos de interesse partidário.

Entendemos que a ética na Justiça não deve ser uma bandeira de “direita” ou de “esquerda”, mas um pilar fundamental de uma democracia moderna e saudável.

Nossa proposta foi construída com base em modelos internacionais e princípios do Direito, visando o aperfeiçoamento dos Tribunais Superiores como instituições. O objetivo é assegurar que o Judiciário brasileiro, independentemente de quem o componha ou das circunstâncias políticas do momento, seja sempre regido pelos mais altos padrões de integridade e isenção.